Portais de notícias

28/Setembro/2009

Apesar de todos os pesares da internet brasileira, hoje podemos dizer que temos alguns portais de notícias razoavelmente confiáveis e com conteúdo. Vide Folha de S. Paulo , por exemplo. Entretanto, um “lançamento” que vem sendo muito comentado, como sendo o portal com maior investimento no Brasil me decepcionou profundamente, o R7. Não apenas vejo uma descarada cópia de um modelo de sucesso de outros sites (ex: G1 ), como também me vejo obrigada a questionar a necessidade de grandes investimentos para se obter qualidade de conteúdo na internet. Em tempos de servidores gratuitos, mão-de-obra terceirizada, etc, etc, e sem a necessidade do aparato fixo de uma edição de jornal as cifras se tornam uma característica secundária. O leitor brasileiro está amadurecendo, hoje ele já tem uma incrível capacidade de discernir conteúdo de qualidade do que é apenas bem divulgado, até mesmo porque graças à esse inovador site conhecido como Google , a divulgação torna-se outro ponto secundário e o boca a boca entre blogs está adquirindo dimensões cada vez maiores.

Diante disso, a Record que me desculpe, mas o R7 , no que depender de mim, tenderá ao fracasso.


Haikai da Internet II

26/Julho/2009

Todos vocês já perceberam ao ler o Condado que eu considero o Twitter meio inútil. Fiquei extremamente feliz ao ler hoje de manhã, no Segundo Caderno da edição de hoje (26/07) do jornal O Globo que não sou o único ser humano do planeta que não vê este serviço como uma maravilha da Web 2.0.

Junto comigo está ninguém mais que José Saramago. Abaixo um trecho da entrevista dada ao jornal e ao blog Prosa Online:

O senhor acompanha o fenômeno do Twitter? Acredita que a concisão de se expressar em 140 caracteres tem algum valor? Já pensou em abrir uma conta no site?

SARAMAGO: Nem sequer é para mim uma tentação de neófito. Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido.

Dá-lhe Saramago! E vamos ficar observando os seres humanos andarem contra a evolução novamente.


Z.É. – Zenas Enfileiradas

20/Julho/2009

Brasileiro que é ufanista mesmo, adora uma fila. Isso não só já é senso comum, como se prova verdade a cada dia que passa. Eu como não poderia ser diferente, acordei numa bela manhã de domingo para enfrentar essa paixão que compartilho com a nação inteira.

Voltando para o plano real, vou narrar minha saga para vocês.

Tudo começou na chuvosa manhã (que depois vou descobrir que foi um dia chuvoso, a manhã era apenas o prefácio) deste domingo, dia 19. Incluído em uma série de eventos gratuitos promovidos pelo SESC Rio aqui na cidade, o espetáculo Z.É. – Zenas Emprovisadas saltou aos meus olhos. Quem me conhece sabe que sou completamente apaixonado por comédia, especialmente as de improviso.

Por ser uma pessoa extremamente precavida, e sabendo que a apresentação teria uma demanda de ingressos muito alta (diferentemente da oferta, que foi de apenas 220 convites), encaminhei-me ao local do evento semana passada, terça-feira se não me engano, e surpreendentemente descubro que os ingressos só seriam distribuídos no dia do evento, a partir das 9 da manhã.

Aconselhado por amigos, parto-me para o local neste domingo por volta das 7 horas, sendo recebido por uma chuva de vento daquelas que o guarda-chuva só serve para impedir que a metade superior do seu corpo se molhe.

Ao chegar no local, me deparo com mais de 200 pessoas esperando pela abertura da bilheteria, e como bom brasileiro honesto, me posiciono no final da mesma, posição a qual dentro de poucos minutos seria praticamente o meio dela.

O bom de filas é que todos se socializam com um assunto em comum, a fila propriamente dita. Você consegue abrir uma conversa com qualquer pessoa que esteja ali também.

Dez para as nove aparece um funcionário de terno (por sinal o atendimento do SESC é excelente, sem ironia, sério!) distribuindo senhas, e corta a fila 10 pessoas à minha frente, acabando com a esperança dos demais.

Sim, passei quase duas horas em pé numa chuva forte de vento. Metade do peso que eu carregava depois, era água.

Dos demais entre aspas, já que sou brasileiro e desisto só às vezes, volto quatro da tarde (duas horas antes do espetáculo) para enfrentar a fila de desistência. Ao chegar descubro que sou o terceiro. Neste momento sua mente começa a pairar sobre afirmações tentando convencer a si mesmo, como “Fique calmo, três pessoas vão faltar”, ou “Evento gratuito, muitos pegaram ingressos sem nem saber o porquê.”

Faltando meia hora para começar a peça, um grupo de amigos ao entrar e passar perto da fila de desistência, que nessa hora já tinha umas 50 pessoas, me oferecem um ingresso, que eles tinham sobrando.

Enfim, entrei, peguei uma mesa logo rente ao palco e vi os comediantes à pouco mais de dois metros.

Uma frase: Valeu cada segundo de fila e chuva.

(Aos que ficaram curiosos quanto à fila de desistência, eu teria consegui entrar mesmo assim; só que depois de 15 minutos de espetáculo)


Haikai da Internet

20/Julho/2009

Acho o Twitter meio inútil. Posts têm que ser longos.

Os que não entenderam o título, cliquem!


Feliz dia da Skol!

20/Julho/2009

Aproveito esse post para desejar a todos nossos incansáveis leitores brasileiros de espírito, que mesmo com meses sem postagem não desistem, um ótimo dia do amigo.

Mas, considero muito mais correto chamar o dia de hoje como “dia da Skol”. Desde quando o povo brasileiro tem o costume de desejar um “Feliz dia do amigo” em todo 20 de Julho? Com certeza, alguns conheciam de fato o dia, e inclusive já desejavam aos seus companheiros nos anos anteriores. Porém, é indiscutível que a campanha da cerveja redonda ajudou a espalhar e tornar “pop” esse dia, que passou de um dia qualquer, para um dia importante: o dia do amigo!

Ano que vem, espero que alguma marca famosa faça uma grande campanha também, e todos viremos para nosso amigos e falemos, “Feliz dia de Santos Dumont”.


Mais um BBB!

13/Janeiro/2009

Começa hoje para todo o país a nona edição do infindável Big Bother Brasil. O Grande Incômodo Brasileiro como gosto de chamar, com certeza possui uma audiência incrível, o que é justificado pela insistência da Globo nesta franquia, além de poder ser facilmente observável nas ruas. Porém nada disso vai mudar minha opinião por ele.

E antes que falem, sim, eu gosto de reality shows, mas nunca fui com a cara de nenhum desses BBB’s, e não vai ser dessa vez.

Bem, bom Big Bother Brasil 9, depois da sua novela predileta (ham, ham… adoro esses trocadilhos). Eu provavelmente estarei na rua, ou na Internet, ou mesmo em outro canal. Divirtam-se.


Ode ao Natal Global

26/Dezembro/2008

E vem mais um Natal. Tempo de desenterrar a fita cassete da Simone, de sair de casa a noite para ver a decoração da cidade. Tempo de se lembrar de quando encontrar algum conhecido na rua, incluir a frase “Feliz Natal” no final da conversa e, é claro, tempo de reunir toda a família para encher os buchos, comemorando o nascimento de Jesus.

E como de costume, toda essa celebração é acompanhada pelos televisores, onipresentes em qualquer canto em que você esteja comemorando seu Natal. Presensa obrigatória ao lado da mesa da ceia natalina. E estes mesmos equipamentos, que nos acompanham durante o ano inteiro, nesta época do ano são tentados a nos trair.

Este ano não foi diferente. Enquanto participava da grande mesa, a TV ligada no canto, na Rede Globo, diga-se de passagem, mostrava a sua graça com os especias de Natal. Antes mesmo de chegar no Natal, algumas coisas já são previsíveis: A sessão da tarde vai passar “Esqueceram de mim 4 x 10^9″, o Roberto Carlos vai cantar “Jesus Cristo”, na hora de acabar de comer vai estar passando a Missa do Galo e antes da missa vamos ter desenhos animados.

Este ano concordo que um episódio de Simpsons adicionou um extra na programação, sendo incluído neste bloco de desenhos animados, mas a Globo não precisava ter cortado algumas cenas do episódio, afinal temos dias e dias de programação Natalina para serem exploradas, e muito menos passar o episódio que a FOX tinha acabado de passar no dia anterior no seu também, coincidentemente (claro), Especial de Natal.

Contudo, tenho que dar a mão à palmatória e citar algo que jamais esperava ver na programação natalina da Globo. Uma certa hora, ao me voltar para a tela do televisor, me deparo com uma cena do filme “Mudança de Hábito” que não me recordava. Depois de parar o olhar e esperar que o cristalino focalizasse na imagem, fiquei pasmo ao ver uma versão nacional de Mudança de Hábito com a Xuxa como protagonista! Podiam ter pelo menos mudado a cor hábitos. Até as freiras possuiam características parecidas com as do filme!

E já dá para saber o que a Globo reserva para nós o resto deste ano. Além dos filmes natalinos padrões de todos os outros canais, abertos ou fechados, teremos o Rei cantando músicas inéditas, a retrospectiva 2008, que esse ano nem mudaram a vinheta, apenas o ano que aparece no display digital (Na verdade, se não me engano, ano passado já foi repetida a do ano retrasado. Cadê a criatividade desse pessoal?), e é claro, os intermináveis “Hoje é um novo dia de um novo tempo que começou”.

Pois é. Agora a comida já terminou de ser digerida e já posso me deitar. Afinal amanhã é dia de voltar e terminar de enterrar os ossos do que sobrou do jantar!

PS: Gostaria de deixar bem claro que chamar o especial “Xuxa e as Noviças” de “versão nacional de Mudança de Hábito” é mera generalização apressada deste caro autor. Afinal, é toda hora que se vê freiras, com hábitos preto e branco, cantando num coral, sendo regidas por uma outra que possui uma ideologia diferente e apenas tem sorte de estar ali.


Feliz Natal e que 2009 venha aí!

20/Dezembro/2008

Pois é, mais um ano se passou aqui no Condado. Não tenho muito orgulho deste, uma vez que, digamos, que o Condado ficou um pouco “para escanteio” digamos assim. Espero que vocês entendam que este ano está muito complicado para todos os editores, e é difícil encontrar tempo para produzir conteúdo ao nível de ser postado aqui.

Porém, sempre dá para se conseguir um pouco de tempo, nem que seja para postar o nosso desejo de Feliz Natal a vocês, nossos queridos visitantes. Cada vez vocês nos surpreendem mais em número, e são vocês, exclusivamente vocês, a inspiração que temos para manter nossas idéias e pensamentos aqui.

Por isso que venho aqui, em nome de toda a equipe do Condado Azul, desejar a você um ótimo Natal, e um 2009 cheio de realizações.

Como de costume, aí vai um cartão de Natal dedicado a todos vocês.

Vocês já sabem que eu sou muito fã do site do Velho, e foi lá onde eu vi este cartão pela primeira vez. Felizmente consegui encontrar também uma versão dele postado no Youtube para que fosse possível colocá-la aqui no Condado. Se vocês quiserem assistir a uma versão em resolução maior, vetorial, e em Flash, use o link original do site do velhinho.


Alguém aceita um MP2×10^23?

11/Outubro/2008

Uma coisa que acontece no mundo atual que me intriga muito é a imaginação do povo em criar novos produtos. Vivemos numa era de tecnologia onde já é possível ver que a grande tendência é a integração dos serviços e produtos em um só aparelho. Quem se lembra de quando o celular só fazia chamas e tinha uma “agenda” para 50 números?

celulares_da_segunda_geracao_com_camera_vibrador_mp3_memoria Pois bem, essa integração de recursos também gera algumas precipitações do homem, especialmente em dar nomes aos produtos. Um caso que me irrita profundamente é a questão dos MPx, onde x varia de um até o infinito. Parece que as pessoas esqueceram qual é a origem da sigla.

Se você possui um MP3, todos sabem que ele é um tocar de áudio. Um MP4, de vídeo. Algum fabricante com uma generalização muito apressada, ou querendo mesmo explorar o nome para que a população menos informada acredite no produto, resolveu integrar mais alguma coisa nele e denominá-lo MP5. Daí para o MP6, MP7, MP8, e MP9 (sim, eu já empregaram MP9 num celular/câmera/MP4 player) foi apenas uma questão de tempo.

Agora, vocês devem estar se perguntando por que eu me irrito tão facilmente com essa nomenclatura. Vamos voltar um pouco na história, na época dos MP3 (voltar na história pra mim seria voltarmos à era dos vinis, mas deixa pra lá) e observarmos o seguinte:
celulares_da_primeira_geracao_com_cameraQuando lançaram o produto MP3, na verdade MP3 Player (reprodutor de MP3), todos imediatamente ignoraram o player do nome do aparelho. Isso é mais que normal e aceitável. Na verdade MP3, em si, é um codec de áudio, ou seja, uma forma de compactar uma gravação de som para que ela ocupe menos espaço. O MP3 Player obviamente, é um aparelho capaz de reproduzir áudios que foram gravados com essa tecnologia.

O mesmo aconteceu com o MP4 Player, capaz de reproduzir arquivos do tipo MP4, um codec capaz de compactar vídeo. Ou seja, a diferença entre um MP3 Player, e um MP4 Player é o fato de ele ser capaz de reproduzir vídeos.

Como já disse, o fato do povo chamar os aparelhos respectivamente por MP3 e MP4, fez com que qualquer um com uma pequena observação criasse o MP5 e outros. Mas por favor, MP5 não existe ainda! Aquele que diz que já viu um, deve estar se referindo ao assim denominado aparelho. Mas, como mostrei com os dois exemplos acima, um suposto “MP5 Player” seria um aparelho capaz de reproduzir mídia do tipo MP5; que vem a ser um tipo que não existe ainda e nunca existiu. Só o fato de ter câmera, celular, lanterna, apontador laser, TV digital, ou mesmo um carro, não é suficiente para que o dispositivo venha a ser chamado de MP5! Muito menos MP6, e por aí vai! Qual é o problema dos fabricantes com a expressão “MP4 Player + Celular”? Eu sei que não é apelativa economicamente, mas pelo menos estaria correta e suportável tecnicamente.


Olá mundo!

6/Outubro/2008

Olá mundo!

(Fazendo uma analogia ao fato de eu estar aprendendo uma nova linguagem de programação, e aproveitando para dizer que o condado ainda é lembrado pelos seus editores.)