The Raven – The Alan Parsons Project

29/agosto/2007

The Alan Parsons Project é a banda setentista fundada pelo famoso engenheiro de som do Pink Floyd Alan Parsons e Eric Wool. À eles se juntaram, mais tarde, Andrew Powell, Ian Bairnson e Richard Cottle para produzir um som único e de qualidade inegável.

Em 1975 Alan e seus “comparsas” lançaram Tales of Mystery and Imagination: um cd baseado nas histórias de Allan Poe.

TOMAI possui 11 faixas:

  1. “A Dream Within A Dream” [instrumental] – 3:43
  2. “The Raven” – 4:01 (ft. Alan Parsons lead vocal through an EMI vocoder)
  3. “The Tell-Tale Heart” – 4:40 (ft. Arthur Brown)
  4. “The Cask of Amontillado” – 4:29 (ft. John Miles)
  5. “(The System Of) Dr. Tarr and Professor Fether” – 4:15 (ft. John Miles)
  6. “The Fall of the House of Usher: Prelude” [instrumental] – 5:51
  7. “The Fall of the House of Usher: Arrival” [instrumental] – 2:36
  8. “The Fall of the House of Usher: Intermezzo” [instrumental] – 1:06
  9. “The Fall of the House of Usher: Pavane” [instrumental] – 4:44
  10. “The Fall of the House of Usher: Fall” [instrumental] – 1:07
  11. “To One in Paradise” – 4:14 (ft. Terry Sylvester)

Daremos a partir de agora destaque a segunda música, The Raven que dá melodia a “O Corvo”, poema postado anteriormente. Para quem não entendeu direito o poema, PAOLA, a música facilita as coisas, poupando palavras mas abusando em melodia.

Ps.: Não liguem para o clipe tosco, só ouçam a música!

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Troca-troca

29/agosto/2007

Há um tempo, lendo o London Talk, descobri que por aquelas bandas foram desenvolvidos sites de troca. Como assim? Colocamos no site uma lista de coisas que temos e não queremos mais e outras pessoas podem ficar (ou comprar barato) com elas. Pelo que eu entendi tudo começou com os assaltos ao armário da irmã e afins, e acabou pegando. Moda, sim. Mas ao menos é uma moda ecologicamente correta. E também uma ótima chanca para achar aquelas coisas que não se fabricam mais e que não se acha em antiquário/bazar/armário da irmã. Quero uma iniciativa dessas aqui na terra Tupiniquim.
Dois desses sites de troca-troca: Swapstyle e What is mine is yours.

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Now playing: Cake – Frank Sinatra
via FoxyTunes


O Corvo (Edgar Allan Poe)

29/agosto/2007

O Corvo

Em certo dia, à hora, à hora

Da meia-noite que apavora,

Eu caindo de sono e exausto de fadiga,

Ao pé de muita lauda antiga,

De uma velha doutrina, agora morta,

Ia pensando, quando ouvi à porta

Do meu quarto um soar devagarinho

E disse estas palavras tais:

“É alguém que me bate à porta de mansinho;

Há de ser isso e nada mais.”

Ah! bem me lembro! bem me lembro!

Era no glacial dezembro;

Cada brasa do lar sobre o chão refletia

A sua última agonia.

Eu, ansioso pelo sol, buscava

Sacar daqueles livros que estudava

Repouso (em vão!) à dor esmagadora

Destas saudades imortais

Pela que ora nos céus anjos chamam Lenora,

E que ninguém chamará jamais.

E o rumor triste, vago, brando,

Das cortinas ia acordando

Dentro em meu coração um rumor não sabido

Nunca por ele padecido.

Enfim, por aplacá-lo aqui no peito,

Levantei-me de pronto e: “Com efeito

(Disse) é visita amiga e retardada

Que bate a estas horas tais.

É visita que pede à minha porta entrada:

Há de ser isso e nada mais.”

Minhalma então sentiu-se forte;

Não mais vacilo e desta sorte

Falo: “Imploro de vós – ou senhor ou senhora –

Me desculpeis tanta demora.

Mas como eu, precisando de descanso,

Já cochilava, e tão de manso e manso

Batestes, não fui logo prestemente,

Certificar-me que aí estais.”

Disse: a porta escancaro, acho a noite somente,

Somente a noite, e nada mais.

Com longo olhar escruto a sombra,

Que me amedronta, que me assombra,

E sonho o que nenhum mortal há já sonhado,

Mas o silêncio amplo e calado,

Calado fica; a quietação quieta:

Só tu, palavra única e dileta,

Lenora, tu como um suspiro escasso,

Da minha triste boca sais;

E o eco, que te ouviu, murmurou-te no espaço;

Foi isso apenas, nada mais.

Entro co’a alma incendiada.

Logo depois outra pancada

Soa um pouco mais tarde; eu, voltando-me a ela:

Seguramente, há na janela

Alguma coisa que sussurra. Abramos.

Ela, fora o temor, eia, vejamos

A explicação do caso misterioso

Dessas duas pancadas tais.

Devolvamos a paz ao coração medroso.

Obra do vento e nada mais.”

Abro a janela e, de repente,

Vejo tumultuosamente

Um nobre Corvo entrar, digno de antigos dias.

Não despendeu em cortesias

Um minuto, um instante. Tinha o aspecto

De um lord ou de uma lady. E pronto e reto

Movendo no ar as suas negras alas.

Acima voa dos portais,

Trepa, no alto da porta, em um busto de Palas;

Trepado fica, e nada mais.

Diante da ave feia e escura,

Naquela rígida postura,

Com o gesto severo – o triste pensamento

Sorriu-me ali por um momento,

E eu disse: “Ó tu que das noturnas plagas

Vens, embora a cabeça nua tragas,

Sem topete, não és ave medrosa,

Dize os teus nomes senhoriais:

Como te chamas tu na grande noite umbrosa?”

E o Corvo disse: “Nunca mais.”

Vendo que o pássaro entendia

A pergunta que lhe eu fazia,

Fico atônito, embora a resposta que dera

Dificilmente lha entendera.

Na verdade, jamais homem há visto

Coisa na terra semelhante a isto:

Uma ave negra, friamente posta,

Num busto, acima dos portais,

Ouvir uma pergunta e dizer em resposta

Que este é o seu nome: “Nunca mais.”

No entanto, o Corvo solitário

Não teve outro vocabulário,

Como se essa palavra escassa que ali disse

Toda sua alma resumisse.

Nenhuma outra proferiu, nenhuma,

Não chegou a mexer uma só pluma,

Até que eu murmurei: “Perdi outrora

Tantos amigos tão leais!

Perderei também este em regressando a aurora.”

E o Corvo disse: “Nunca mais.”

Estremeço. A resposta ouvida

É tão exata! é tão cabida!

“Certamente, digo eu, essa é toda a ciência

Que ele trouxe da convivência

De algum mestre infeliz e acabrunhado

Que o implacável destino há castigado

Tão tenaz, tão sem pausa, nem fadiga,

Que dos seus cantos usuais

Só lhe ficou, na amarga e última cantiga,

Esse estribilho: “Nunca mais.”

Segunda vez, nesse momento,

Sorriu-me o triste pensamento;

Vou sentar-me defronte ao Corvo magro e rudo;

E mergulhando no veludo

Da poltrona que eu mesmo ali trouxera

Achar procuro a lúgubre quimera.

A alma, o sentido, o pávido segredo

Daquelas sílabas fatais,

Entender o que quis dizer a ave do medo

Grasnando a frase: “Nunca mais.”

Assim, posto, devaneando,

Meditando, conjecturando,

Não lhe falava mais; mas se lhe não falava,

Sentia o olhar que me abrasava,

Conjecturando fui, tranqüilo, a gosto,

Com a cabeça no macio encosto,

Onde os raios da lâmpada caiam,

Onde as tranças angelicais

De outra cabeça outrora ali se desparziam,

E agora não se esparzem mais.

Supus então que o ar, mais denso,

Todo se enchia de um incenso.

Obra de serafins que, pelo chão roçando

Do quarto, estavam meneando

Um ligeiro turíbulo invisível;

E eu exclamei então: “Um Deus sensível

Manda repouso à dor que te devora

Destas saudades imortais.

Eia, esquece, eia, olvida essa extinta Lenora.”

E o Corvo disse: “Nunca mais.”

“Profeta, ou o que quer que sejas!

Ave ou demônio que negrejas!

Profeta sempre, escuta: Ou venhas tu do inferno

Onde reside o mal eterno,

Ou simplesmente náufrago escapado

Venhas do temporal que te há lançado

Nesta casa onde o Horror, o Horror profundo

Tem os seus lares triunfais,

Dize-me: “Existe acaso um bálsamo no mundo?

“E o Corvo disse: “Nunca mais.”

“Profeta, ou o que quer que sejas!

Ave ou demônio que negrejas!

Profeta sempre, escuta, atende, escuta, atende!

Por esse céu que além se estende,

Pelo Deus que ambos adoramos, fala,

Dize a esta alma se é dado inda escutá-la

No Éden celeste a virgem que ela chora

Nestes retiros sepulcrais.

Essa que ora nos céus anjos chamam Lenora!”

E o Corvo disse: “Nunca mais.”

“Ave ou demônio que negrejas!

Profeta, ou o que quer que sejas!

Cessa, ai, cessa!, clamei, levantando-me, cessa!

Regressa ao temporal, regressa

À tua noite, deixa-me comigo.

Vai-te, não fica no meu casto abrigo

Pluma que lembre essa mentira tua,

Tira-me ao peito essas fatais

Garras que abrindo vão a minha dor já crua.”

E o Corvo disse: “Nunca mais.”

E o Corvo aí fica; ei-lo trepado

No branco mármore lavrado

Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho.

Parece, ao ver-lhe o duro cenho,

Um demônio sonhando. A luz caída

Do lampião sobre a ave aborrecida

No chão espraia a triste sombra; e fora

Daquelas linhas funerais

Que flutuam no chão, a minha alma que chora

Não sai mais, nunca, nunca mais!

Allan Poe

(Tradução de Machado de Assis)

 

 

 

Sublime.

Para aqueles que tiveram saco pra ler tudo eu repito: sublime.

 


Filmes do Mês: Agosto

29/agosto/2007

Estamos chegando no fim de agosto e aí vão as dicas para entreter você mês que vem com a sétima arte.

dejavu.jpgPara quem já está em casa e quer alugar aquele DVD para comer com aquela pipoca esperta, minha recomendação fica para o filme Déjà Vu. Se você tem o custume de visitar o Condado provavelmente já está por dentro de todas essas teorias envolvendo Wormholes e afins.  Não vou entrar em mais detalhes para não estragar a trama do filme. Mas para quem curte um bom filme de ação com alguns flashes da linha espaço-tempo vale a pena.

Agora voltando um pouco no tempo, depois de um mega-sucesso, Efeito Borboleta 2 tentou manter a mesma linha de atenção que o primeiro da série.borbo.jpg Pessoalmente considero o outro bem mais interessante que este mais recente, mas fica aí a dica também, para aproveitar a sessão “volta ao tempo”.

E para quem prefere visitar as salas de cinema (aqui também tem pipoca, só que bem mais cara que a sua de casa! XD) não pode deixar de ver Os Simpsons – O Filme. O que acontece quando se pega uma série que faz sucesso a 18 anos e transforma-a em um longa metragem? Pegue essa sua idéia, adicione um pouco de consciência sócio-ambiental e ei-lo: aí está o filme. Não tem muito a ver com tempo e viagens através dele, mas quem é fã da série com certeza irá perceber que fatos ocorridos a muito tempo atrás ainda deixaram conseqüências na cidade de Springfield.

simp.png

3 excelentes filmes para tornar suas tardes menos entediantes! Se você já viu algum desses filmes, deixe seu comentário aqui e vamos discutir sobre eles!

Até mês que vêm!


Novo servidor para o Condado Azul

28/agosto/2007

O Condado Azul está hospedado num servidor novo, e espero que ele resolva todas as nossas dificuldades. Em breve todos os Posts estarão importados para cá.

Deixe sua opinião! Ela é muito importante para nós.

EDIT: Todos os posts já foram importados.


Fahrenheit 451

26/agosto/2007

“Você precisa entender que nossa civilização é tão vasta que não podemos permitir que nossas minorias sejam transtornadas e agitadas. Pergunte a si mesmo: O que queremos neste país, acima de tudo? as pessoas querem ser felizes, não é certo?
(…)
É para isso que vivemos não acha? Para o prazer, a excitação? E você tem de admitir que nossa cultura fornece as duas coisas em profusão.”

Esse parágrafo me fez refletir muito hoje, sobre coisas que vão da censura à falta do hábito de ler, mas vou tentar me focar apenas na idéia do “carpe diem” que ele passa.
A nossa sociedade está de fato se encaminhando para o imediatismo. As pessoas querem coisas e querem agora. Como eu já li algures estamos na era do “eu mereço”. Eu não tenho nada contra essa idéia de felicidade passageira, o problema é que a maior parte das pessoas a conquista por não pensar, ou melhor, pensar no que a televisão quer que pense. Ou não pensa? Bem, esse debate não vem ao caso. As pessoas são capazes de perder horas de seus dias assistindo televisão: novela, futebol. Quem, além de um seleto grupo de pessoas, vai querer asssitir ao Discovery Channel e quem do pequeno grupo que quer pode bancar isso? Não muita gente, com certeza. Que incentivos a nossa sociedade dá ao teatro, à leitura? Praticamente nenhum. Por que? Porque são poucas as pessoas que se dão ao trabalho de ler um livro, são poucas as que desenvolvem um gosto real pela leitura, assim como são poucas as pessoas com paciência para assitir uma interpretação de Macbeth. É tão mais simples ficar em casa recebendo informações inúteis e frívolas. Mesmo agora na “era digital” (dos excluídos digitais também…) quantas pessoas se dão ao trabalho de pesquisar algo de útil? Orkut, Msn, é isso que chega às massas, porque essa é a moda. Você tem que ter isso. E tem que ter visto o último capítulo da novela. Afinal do que você espera que as pessoas falem com você? Einstein? Tudo isso é na verdade uma grande bola de neve. Livros são caros porque poucos leêm, poucos leêm porque livros são caros. Tudo isso foi “superado” no caso da indústria fonográfica, CD’s são caros pois bem, baixemos música na internet. Mas isso porque a música que a maior parte das pessoas ouve não é porque decididamente gosta, música toca no rádio. Livro não toca no rádio. Você tem que se dar ao trabalho de folheá-lo, de se concentrar, é diferente de baixar um funk no finado Kazaa e sair por aí dançando coisas como “Vai popozuda”. Isso é apenas diversão, é o aqui e agora. Ler te obriga a pensar, a refletir, com que intuito? Nenhum imediato. Bingo! Voltamos para nossa sociedade imediatista. Carpe diem, dizem eles. Têm alguma noção de onde vem essa frase? Não, é claro que não, mas ouviram e acharam bonito.”Reflete” o espírito deles, eles querem “pegar geral”, beber todas e por aí vai…
Depois desse meu desabafo revoltado, podem vocês voltar a seus afazeres, e eu aos meus. Ainda tenho muito o que ler!

PS: A frase carpe diem é de um poema do Horácio, grego.
PPS: Para quem não sabe Fahrenheit 451 é um livro, ok?

Postado por Thais


Menino de nove anos ganha vaga em universidade

24/agosto/2007

Um menino de nove anos conseguiu uma vaga numa universidade de Hong Kong após receber duas notas máximas no exame de admissão.
March Tian Boedihardjo inicia no mês que vem um curso de cinco anos formulado especialmente para ele.
Ao final do curso, o garoto, considerado um gênio, receberá os títulos de bacharel em ciências matemáticas e de mestre em matemática.
O presidente da Universidade Batista de Hong Kong, Franklin Luk, disse que a decisão de admitir o garoto foi baseada nos resultados excelentes obtidos por ele e no “compromisso de educar crianças talentosas”.
No exame da universidade, March Tian Boedihardjo tirou nota máxima em matemática e matemática avançada.
O menino disse em uma entrevista que, em seu tempo livre, gosta de ler livros, mas que, nos fins de semana, gosta de brincar com os amigos.
“Nós podemos brincar juntos, mas academicamente falando, não consigo me comunicar com eles”, contou.
Entre os jogos preferidos da turma estão xadrez e banco imobiliário.
Ao ser perguntado por que não iria estudar na Grã-Bretanha, já que seu irmão mais velho cursa uma faculdade na Universidade de Oxford, March respondeu em inglês que seu pai “não tem dinheiro suficiente”.
O pai da criança disse que a Universidade Batista de Hong Kong lhe havia transmitido a confiança necessária para lidar com as exigências de um universitário de nove anos.
“Eu aconselharia os pais de Hong Kong a não se preocuparem em saber o nível de QI de seus filhos. Apenas façam o melhor para educá-los e dêem espaço para que se desenvolvam”, disse Tony Boedihardjo.
Tong Chong-sze, professor de matemática na universidade, disse que já conseguiu vários tutores para acompanhar o menino durante o curso.