Alguém aceita um MP2x10^23?

11/outubro/2008

Uma coisa que acontece no mundo atual que me intriga muito é a imaginação do povo em criar novos produtos. Vivemos numa era de tecnologia onde já é possível ver que a grande tendência é a integração dos serviços e produtos em um só aparelho. Quem se lembra de quando o celular só fazia chamas e tinha uma “agenda” para 50 números?

celulares_da_segunda_geracao_com_camera_vibrador_mp3_memoria Pois bem, essa integração de recursos também gera algumas precipitações do homem, especialmente em dar nomes aos produtos. Um caso que me irrita profundamente é a questão dos MPx, onde x varia de um até o infinito. Parece que as pessoas esqueceram qual é a origem da sigla.

Se você possui um MP3, todos sabem que ele é um tocar de áudio. Um MP4, de vídeo. Algum fabricante com uma generalização muito apressada, ou querendo mesmo explorar o nome para que a população menos informada acredite no produto, resolveu integrar mais alguma coisa nele e denominá-lo MP5. Daí para o MP6, MP7, MP8, e MP9 (sim, eu já empregaram MP9 num celular/câmera/MP4 player) foi apenas uma questão de tempo.

Agora, vocês devem estar se perguntando por que eu me irrito tão facilmente com essa nomenclatura. Vamos voltar um pouco na história, na época dos MP3 (voltar na história pra mim seria voltarmos à era dos vinis, mas deixa pra lá) e observarmos o seguinte:
celulares_da_primeira_geracao_com_cameraQuando lançaram o produto MP3, na verdade MP3 Player (reprodutor de MP3), todos imediatamente ignoraram o player do nome do aparelho. Isso é mais que normal e aceitável. Na verdade MP3, em si, é um codec de áudio, ou seja, uma forma de compactar uma gravação de som para que ela ocupe menos espaço. O MP3 Player obviamente, é um aparelho capaz de reproduzir áudios que foram gravados com essa tecnologia.

O mesmo aconteceu com o MP4 Player, capaz de reproduzir arquivos do tipo MP4, um codec capaz de compactar vídeo. Ou seja, a diferença entre um MP3 Player, e um MP4 Player é o fato de ele ser capaz de reproduzir vídeos.

Como já disse, o fato do povo chamar os aparelhos respectivamente por MP3 e MP4, fez com que qualquer um com uma pequena observação criasse o MP5 e outros. Mas por favor, MP5 não existe ainda! Aquele que diz que já viu um, deve estar se referindo ao assim denominado aparelho. Mas, como mostrei com os dois exemplos acima, um suposto “MP5 Player” seria um aparelho capaz de reproduzir mídia do tipo MP5; que vem a ser um tipo que não existe ainda e nunca existiu. Só o fato de ter câmera, celular, lanterna, apontador laser, TV digital, ou mesmo um carro, não é suficiente para que o dispositivo venha a ser chamado de MP5! Muito menos MP6, e por aí vai! Qual é o problema dos fabricantes com a expressão “MP4 Player + Celular”? Eu sei que não é apelativa economicamente, mas pelo menos estaria correta e suportável tecnicamente.


Você faz parte!

30/julho/2008

Acabei de conhecer um belo projeo da Discovery Channel, o Descubra o Verde. Nele, eles tentam despertar a chama da ecologia em cada um de nós. Tudo isso embalado por uma música que fica na cabeça e imagens que nos encorajam a salvar nosso planeta.

Se você também gostou da trilha sonora, ela pode ser baixada no site do projeto aqui.

Que tal a partir de agora sermos um pouco mais amigos do nosso planeta?

PS: Valeu Pedro!!


Pobre Plutão!

19/junho/2008

Essa semana estava fazendo minha leitura diária do O Velho quando me deparei com uma notícia que senti a necessidade de comentar aqui.

Depois de ser rebaixado de planeta para planeta-anão, agora Plutão foi rebaixado novamente, detsa vez para “plutóide”.

Provavelmente o que mais me marcou na notícia foi a imagem. Dêem uma olhada!

poor-pluto 

Dá uma pena, né??

Existe uma versão em alta-resolução aqui.

Não adianta, qualquer um que nasceu antes de 1995 vai continuar sempre considerando nosso plutão como um planeta!

Fonte: O Velho


Falkirk Wheel

6/maio/2008

A engenharia desde os seus primórdios tem sido muitas das vezes uma grande aliada dos seres humanos para que haja uma maior praticidade no seu dia-a-dia. E depois de uma vasta pesquisa pela internet descobri uma obra que sem dúvida veio a calhar para a navegação no noroeste da Europa. Diretamente da Escócia apresento-lhes o Falkirk Wheel.

O Falkirk Wheel, ou Roda Falkirk, é um elevador rotativo para barcos criado com o propósito de atravessar-los de um canal da Escócia chamado Estuário Primeiro para um outro conhecido como Estuário de Clyde que apresentam uma diferença de altura de 24 metros o equivalente a um edifício de 8 andares. Ele é capaz de levantar o peso de 100 elefantes e pode levar mais de 8 barcos de cada vez e para sua produção foram utilizadas 1.200 toneladas de aço e nada mais nada menos que 15.000 parafusos.

Mas, como isso funciona? Fazendo um breve resumo, barcos entram em cada uma das gôndolas que contêm água para flutuação e é necessário que tenham o mesmo peso, pois o Falkirk Wheel funciona a partir do Princípio de Arquimedes, ou seja, o barco que entra na gôndola desloca um volume proporcional de água, para que a combinação do barco mais a água fiquem sempre iguais à massa original, e depois de acionado os controles o elevador faz um movimento de 180° graus transportando os barcos e para manter-los na horizontal, as gôndolas são apoiadas em um carril curvado único no interior da abertura de cada braço que gira à medida que o elevador faz a rotação. Para uma explicação mais detalhada clique aqui e para melhor visualização clique aqui.


Microsoft Surface

4/abril/2008

No mundo da tecnologia tudo acontece de maneira muito rápida de tal forma que quando piscamos os olhos várias coisas já estam ultrapassadas, como o exemplo do computador, você pode comprar um de última linha neste exato momento que daqui a uma semana inventarão outro com melhores recursos.

Já que computadores é minha área e eu toquei no assunto falarei sobre uma nova tecnologia que não é muita novidade, até porque ela começou a ser desenvolvida na década de 80 e pode ser vista no filme “Minority Report”.

microsoft-surface-3.jpgTrata-se do Microsoft Surface (figura ao lado) que é uma mesa com uma tela embutida na sua superfície com dispositivo muti-touch não tendo que utilizar o mouse e o teclado, havendo uma interação mais natural com o uso das mãos, voz ou caneta.

Nesta primeira versão não há muitos dispositivos, mas isso não muda o fato de eles serem interessantes. Tais como, edição de fotos, desenho, jogos, algumas animações, e os mais chamativos, enviar fotos de câmeras via Wi-Fi e o acesso à internet. Mas porque o acesso à internet é chamativo? Pelo fato de você poder fazer compras, e usando o cartão de crédito para pagar, tudo o que se tem a fazer é colocá-lo em cima da mesa para ser identificado e para que essas interações entre esses e outros aparelhos seja feita é necessário o Wireless cujo Surface já é preparado para reconhecer dispositivos com essa tecnologia.

As estimativas de preço e de acesso não são nem um pouco animadoras. Num futuro próximo, ele custaria 10 mil dólares e só poderia ser comprado por empresas. As primeiras unidades já foram instaladas na rede de hotéis Sheraton, nos cassinos Harrah, nas lojas da operadora celular T-Mobile e em restaurantes dos Estados Unidos.


Corpo Humano

19/março/2008

Acredito que todos já tenham visto filmes em que são feitas viagens por dentro de nosso corpo. Descobri um site que me lembrou muito esses filmes o Visible Body . Na verdade, a idéia do site é disponiblizar um corpo humano virtual para que os estudantes não precisem andar às voltas com Atlas de Anatomia, mas uma das funções que ele disponibiliza é a mudança do ângulo que você usa para ver, o que permite que você entre no esqueleto e divirta-se explorando o corpo humano por dentro. Ainda não está no ponto de permitir que entremos nos órgãos, mas ainda assim é uma experiência bem interessante.

Outro link para se explorar o corpo humano é o da BBC – Human Body & Mind . Não tão completo, mas com joguinhos bem legais.

Atenção: O Visible Body só funciona no Internet Explorer e requer a instalação de um plugin. O cadastro é gratuito.

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Now playing: Olivia Byinton – Lobo Do Mar
via FoxyTunes


Um espetáculo da natureza

16/março/2008

i43.jpgDentre um dos maravilhosos fenômenos naturais conhecidos está a Aurora Boreal, que com sua beleza e seu “esquema” de cores prende a atenção de muitas pessoas revelando-se um verdadeiro show da natureza. Então resolvi escrever um pouco sobre ela por uma questão de autoconhecimento e por certa atração que tenho por essa singular raridade.

 

O que é, como e quando ocorre

copia-de-paisagem2007abr_auroraboreal.jpgÉ um arco ou uma faixa brilhante que pode ser visualizado no céu durante a noite nas regiões polares. Chamado de “aurora boreal”, no Pólo Norte, ou “aurora austral” no caso no Pólo Sul, origina-se de descargas elétricas que ocorrem a altitudes entre 100 e 300 km da Terra. O campo magnético terrestre, muito forte das proximidades dos pólos, atrai partículas presentes no vento solar (gás extremamente rarefeito emitido pelo Sol). Essas partículas, carregadas de eletricidade, colidem com átomos e moléculas da atmosfera superior de nosso planeta provocando as descargas elétricas e a conseqüente luminosidade típica das auroras polares ocorrendo normalmente nas épocas de setembro a outubro e de março a abril.

Aurora Artificial

copia-de-796px-aurora_borealis_in_a_lab_dsc04517.jpg“… simulações do efeito em laboratório começaram a ser feitas no final de século XIX pelo cientista norueguês Kristian Birkeland, que provou, utilizando uma câmara de vácuo e uma esfera, que os elétrons eram guiados em tal efeito para as regiões polares da esfera. Recentemente, pesquisadores conseguiram criar um efeito auroral modesto visível da terra ao emitir raios de rádio no céu noturno, tomando uma coloração verde. Da mesma forma que o fenômeno natural, as partículas atingiam a ionosfera, excitando os elétrons no plasma. Com a colisão dos elétrons com a atmosfera terrestre as luzes eram emitidas. Tal experimento também aumentou o conhecimento dos efeitos da ionosfera nas comunicações por rádio”. (Fonte do texto: Wikipédia)

Curiosidades

Uma curiosidade das auroras polares é que sua forma pode variar bastante. Às vezes ela se apresenta como um arco que atravessa o céu. No caso da aurora boreal, geralmente ela assume um aspecto de coroa.
Outra bem interessante é o fato de as auroras não serem um fenômeno privativo da Terra, podendo ocorrer em outros planetas como Marte, Vênus, Júpiter e Saturno.

copia-de-jupiteraurorahstuv.jpg

 

  1. Aurora boreal na Groelândia
  2. Aurora boreal capturada por satélite
  3. Aurora boreal produzida em laboratório
  4. Aurora boreal em Júpiter